domingo, 11 de julho de 2010

Final.



É um jogo que vale título e a oitava carteirinha no clube de campeões mundiais. Entre fracassos e decepções, Espanha e Holanda ganharam a fama de convidados que sempre saíam mais cedo da festa. Chegavam bonitos, confiantes, mas nunca dançavam com a moça mais cobiçada. Neste domingo, a moça estará lá, a taça da Copa do Mundo, à espera de seu novo dono. Para conquistá-la, os dois lados usam o mesmo charme, estilo de futebol semelhante. Toque de bola, capricho - às vezes exagerado - nas conclusões, jogo ofensivo. O baile no Soccer City começa às 15h30m (de Brasília), mas não terá hora, sequer data, para acabar em um canto da Europa.


Após esta partida, um deles alcançará outro patamar no futebol mundial, com ingresso para o grupo que já tem os campeões Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Inglaterra, Uruguai e França. E ainda deve deixar sua marca pelos próximos quatro anos. A Copa é um torneio que costuma criar tendências. O campeão vira referência, com estilo de jogo copiado por seleções, clubes e times de várzea. Os dois volantes de Carlos Alberto Parreira em 1994, por exemplo, transformaram-se em uma epidemia no futebol brasileiro depois do tetra. Mas 2010 viveu um fenômeno diferente, refletido na decisão deste domingo: os técnicos Vicente del Bosque e Bert van Marwijk admitem que construíram suas equipes inspiradas no Barcelona. Chegaram à final com um futebol parecido. E assumem isso.



- As duas seleções estão muito bem organizadas e trabalharam segundo sua própria mentalidade. São dois times muito estáveis, dois dos melhores desta Copa. E para isso é importante sublinhar a palavra equipe - analisou o comandante holandês.

- São times de muita qualidade, jogadores muito parecidos, com um estilo igual. Não tem muita diferença entre uma equipe e outra - completou Del Bosque.



Na Laranja, Van Marwijk já disse que tenta copiar o esquema do Barça, principalmente quando está sem a bola: quer os atacantes marcando, como Messi e Ibrahimovic. Cria do Real Madrid, o técnico espanhol deixou a rivalidade clubística de lado e fez da Espanha uma “filial” do clube catalão: sete atletas comandados por Pep Guardiola (incluindo o recém-contratado David Villa) estão entre os titulares, repetindo a escalação que venceu a sempre favorita Alemanha na semifinal.

- Tenho consciência de que a Espanha sempre buscou um futebol atrativo e competitivo. Desde que estou na seleção, buscamos esse perfil. A Holanda se aproxima do futebol que a Espanha faz. Temos que cuidar dos detalhes - afirmou Xavi, craque da Fúria e do Barça.

Sem sucesso em Copas, Espanha e Holanda são potências entre clubes. Nos últimos dois anos, o Barcelona ganhou a Liga dos Campeões, a Copa do Rei, o Mundial e duas vezes o Campeonato Espanhol. O Real Madrid é o maior campeão europeu, com nove taças. O Ajax tem quatro títulos da Champions, enquanto Feyenoord e PSV têm um cada. Em sua história, a Fúria tem duas Eurocopas. A Laranja, uma. No Mundial, a seleção holandesa chegou mais perto do topo, sendo vice em 1974 e 1978. A Roja conseguiu no máximo o quarto lugar, em 1950

As donas da bola



O toque de bola é a principal característica das finalistas. A Espanha marcou poucos gols, é verdade - apenas sete em seis jogos. Mas ninguém pode acusá-la de não tentar. Segundo as estatísticas da Fifa, o time lidera o ranking de chutes com 103 tentativas (40 na direção do gol), mais até do que Alemanha e Uruguai, que têm um jogo a mais. A Laranja, dona do segundo melhor ataque (12 gols), chutou 80 vezes, na sétima colocação.


Mas é na troca de passes que a Espanha se destaca nos números. O time de Del Bosque é quem acertou mais toques: 3.387, com 81% de aproveitamento. Do total de 4.206, foram 57 dentro da área e 146 cruzamentos. Nesse quesito, os jogadores da Fúria também se destacam. Entre os oito primeiros, seis são da Fúria. Os alemães Schweinsteiger e Lahm só invadiram as primeiras colocações graças à disputa pelo terceiro lugar. Mas no topo ainda está Xavi (com 464 e 81% de aproveitamento).

- A Espanha jogou muito bem nos últimos anos e não é por acaso que é a favorita. Mas temos confiança. A única coisa que importa na final é ganhar e vamos com fé e crença que isso irá acontecer - afirmou o capitão holandês Giovanni van Bronckhorst.

A Holanda é mais objetiva. Toca bem a bola e consegue colocá-la dentro da rede com mais facilidade. Tem o segundo melhor ataque, com 12 gols em 80 tentativas (sexta posição no ranking de finalizações). A Laranja está em terceiro lugar na lista de acerto de passes (2.434, atrás da Alemanha). No confronto dos artilheiros David Villa e Sneijder, que marcaram cinco vezes, o espanhol aparece como o atleta que mais chutou em direção ao gol na Copa: 16, contra dez do holandês, em sexto.

- Esperamos uma Holanda que gosta de ter a bola, que gosta de atacar. Tomara que seja um jogo bom para a Espanha, que a gente tenha mais a bola e dificulte para a Holanda recuperá-la. Se segurarmos a bola como fizemos contra a Alemanha, teremos muitas chances - disse Villa.

Se conquistar o título, a Espanha, que jogará toda de azul, será a primeira campeã do mundo com derrota na estreia. Após o 1 a 0 para a Suíça, a Fúria conseguiu cinco vitórias seguidas: 2 a 0 em Honduras, 2 a 1 no Chile e 1 a 0 sobre Portugal, Paraguai e Alemanha. Para Del Bosque, a atuação contra os alemães foi a melhor da equipe na Copa. Por isso, deve repetir a escalação com Pedro no ataque, deixando Fernando Torres no banco.

Já a Holanda pode alcançar marca mais relevante: igualar o Brasil de 1970 e se tornar a segunda equipe da história a passar por eliminatórias e Copa do Mundo com 100% de aproveitamento. Com a vantagem de que, se vencer, chegará a 15 triunfos, contra 12 do timaço comandado por Pelé. A caminhada holandesa é tão tranquila que a seleção que entra em campo na final começa na camisa 1 e termina na 11. Sem sobressaltos, sem barrações, a Holanda que termina a Copa é exatamente a que começou, com o reforço de Robben, machucado no princípio da campanha. É a Holanda ideal buscando ser, também, a primeira Holanda campeã mundial.



quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mercado Internacional.


Atlético de Madri põe contratação do zagueiro Luisão como prioridade.
Desde que chegou ao Atlético de Madri, em meados de 2009, o técnico Quique Flores não para de falar em Luisão. Agora, com a janela de contratações abertas para a temporada 2010/2011, o treinador coloca como prioritária a contratação do zagueiro brasileiro, com quem trabalhou no Benfica, clube onde o reserva da seleção brasileira que disputou a Copa da África do Sul permanece.

O treinador manifestou seu desejo em reunião realiazada na quarta-feira com o diretor esportivo do clube madrileno, García Pitarch. De acordo com o site do jornal português "O Jogo", a diretoria do Atlético de Madri parece disposta a concretizar o sonho de Quique Flores e deve fazer uma proposta ao clube português nos próximos dias.

O problema é que para conseguir seu objetivo, o clube espanhol terá muitas dificuldades, já que Luisão é considerado importantíssimo para o Benfica, além de ter renovado recentemente o seu contrato até 2013. O valor da multa para a rescisão de contrato está estipulada em € 20 milhões (R$ 44,7 milhões), valor que o Atlético de Madri dificilmente pagará.

Segundo "O Jogo", Luisão disse recentemente que não fecha as portas para uma transferência, caso ela seja vantajosa para ele e o Benfica. Diz o jornal que depois de ter dito que gostaria de encerrar sua carreira no clube português, ele ficou insatisfeito com a diretoria encarnada por não ter sido consultado quando o Atlético fez a proposta no ano passado. De acordo com declarações dadas na África do Sul, Luisão afirmou que perdeu a oportunidade de fechar o melhor contrato de sua vida.

Outro entrave para a saída do zagueiro é o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, que não estaria nem um pouco disposto a desmontar o quarteto defensivo de sua equipe. Segundo o jornal português, ele prefere negociar jogadores de ataque.
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Fierro é prioridade na lista de reforços do Boca Juniors.
A participação na Copa do Mundo foi discreta, mas mesmo assim o chileno Fierro continua valorizado no mercado sul-americano. Desta vez é o Boca Juniors que pretende tirá-lo do Flamengo.

O jogador é um dos primeiros nomes da lista de reforços pedida pelo técnico Cláudio Borghi, que o dirigiu no Colo Colo. Em um passado recente, Estudiantes e o próprio Colo Colo tentaram tirá-lo da Gávea, mas as negociações não evoluíram.

Contratado em 2008 a pedido do técnico Caio Júnior, Gonzalo Fierro teve o contrato renovado automaticamente pelo Flamengo por mais dois anos. Depois de participar de poucos minutos na campanha do Chile – eliminado nas oitavas de final – o jogador deve retornar aos treinos do Flamengo nesta quinta-feira.
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Agente revela que Camoranesi pode trocar Juventus por Olympiacos.
O Olympiacos deverá ser o destino de Mauro Camoranesi, de 33 anos. O jogador prepara-se para deixar o Juventus e seguir seu futebol na Grécia.

- Atenas é uma bela cidade. O Olympiacos é uma equipe ambiciosa, luta sempre pelos títulos e disputa as competições europeias. Não há ainda acordo, mas é uma possibilidade que o Mauro gostou. Ele quer sair bem do Juventus. Acredito que sua pretensão será atendida - disse o representante do atleta, Sergio Fortunato.
Mauro Camoranesi chegou ao Juventus na temporada 2002/2003, vindo do Verona. O jogador disputou a Copa do Mundo na África do Sul com a camisa da Itália, onde deixou o torneio eliminado na primeira fase junto com a seleção.
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Presidente do Internazionale admite interesse do Manchester por Sneijder.
Massimo Moratti, presidente do Inter de Milão, admitiu nesta quinta-feira que existe interesse por parte do Manchester United no holandês Wesley Sneijder. No entanto, descartou negociar o jogador nesta temporada.

- Interesse do Manchester United por Sneijder? Isso existe, mas não quis nem começar a conversar para não cair em tentação - afirmou Moratti, em declarações à imprensa italiana.

Apesar do interesse do Manchester, o presidente do Inter disse que já existe uma reunião depois da Copa do Mundo para tratar da renovação do contrato de Sneijder.

Moratti também descartou a possibilidade do atacante Mario Balotelli deixar o clube italiano. Nesta quinta, o Manchester apresentou uma proposta de € 30 milhões (R$ 67 milhões). Porém, o dirigente negou qualquer negociação.

- É apenas uma jogada publicitária - disse.
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Arsenal apresenta proposta para tirar Özil do Werder: R$ 45 milhões.
O Werder Bremen já informou que não venderá o meia alemão Mesut Özil. Porém, o Arsenal apresentou uma proposta de € 20 milhões (R$ 45 milhões) nesta quarta-feira pelo jogador de 21 anos, que se encontra na África do Sul disputando a Copa do Mundo com a Alemanha. A informação é do jornal inglês "Daily Star".

Özil fez uma boa temporada com a camisa do Werder onde ajudou seu time a terminar o Campeonato Alemão em terceiro lugar e disputar a pré-eliminatória da Liga dos Campeões na próxima temporada. Entretanto, o desempenho do atleta na seleção alemã no Mundial despertou o interesse de grandes clubes da Europa.

Juventus, Internazionale, Chelsea, Real Madrid, Manchester United e City estão também na corrida pelo jovem jogador.
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Destino de Felipe Melo pode ser o Arsenal, afirma jornal italiano.
O destino de Felipe Melo pode ser o futebol inglês. Segundo o jornal "Corriere dello Sport", o volante do Juventus pode trocar Turim pela cidade de Londres na próxima temporada.

Uma negociação entre os dirigentes do clube italiano e o Arsenal pode fechar uma troca simples envolvendo o brasileiro e o lateral francês Gael Clichy.

De acordo com imprensa local, a troca já estaria aprovada pelas duas diretorias, faltando o acerto financeiro para fechar a negociação.

Felipe Melo chegou ao Juventus na temporada passada vindo da Fiorentina por € 25 milhões (R$ 56 milhões, valor atual).

Angel Di María passa nos exames, e assina com Real.


O argentino Di María passou nos exames médicos realizados em uma clínica da capital espanhola nesta quinta-feira e assinou um contrato de seis anos com o Real Madrid . O clube pagou € 25 milhões (R$ 56 milhões) pelo jogador, valor bem inferior aos € 40 milhões (R$ 90 milhões) que pedia sua rescisão contratual. O atleta de 22 anos foi campeão português pelo Benfica na temporada passada.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

LA FÚRIA! Espanha desbanca Alemanha e vai à final da Copa.


Que soem sem parar as castanholas, que touro e toureiro façam as pazes, que o madrileno, o catalão e o basco compartilhem o mesmo abraço, porque a Espanha, pela primeira vez, está em uma final de Copa do Mundo. A Fúria mostrou sua raiva, “La Roja” apresentou o vermelho de seu sangue, a seleção de Vicente del Bosque jogou demais para vencer a Alemanha por 1 a 0 nesta quarta-feira, em Durban, e garantir presença na grande decisão pela primeira vez. O planeta espera um campeão inédito: Espanha e Holanda, domingo (às 15h30m de Brasília), no Soccer City, decidirão quem passa à turma dos vencedores.

Xavi foi escolhido o craque do jogo, mas foi de Puyol, gigante na defesa, o gol da classificação. Foi no segundo tempo, de cabeça, em um lance emblemático para um dos símbolos de uma geração que tenta matar a fome de títulos dos espanhóis. A Alemanha, bem menos brilhante do que contra Inglaterra e Argentina, agora lutará pelo terceiro lugar. O jogo é sábado, em Porto Elizabeth, contra o Uruguai.

Espanha espanhola, Alemanha alemã

Por alguma dessas mágicas que só o futebol tem, o primeiro tempo do jogo em Durban acabou com a brincadeira de troca de papéis que Alemanha e Espanha faziam na Copa do Mundo. Foi uma Espanha espanhola, com qualidade, bola na pé, superioridade técnica, diante de uma Alemanha alemã, compacta, matemática na distribuição de seus jogadores, mas sem aquele brilho que apresentou para cegar adversários como Inglaterra e Argentina. Pertenceu à Fúria a etapa inicial no Moses Mabhida.

Faltou o gol à Espanha. E faltou aquele encaixe final que vem rendendo goleadas à Alemanha. “La Roja” usou seu jeitão de coletividade fominha para ser melhor nos primeiros 45 minutos. Jogou como o moleque que é dono da bola nas peladas de rua: é dele e ninguém tasca - teve 57% da posse, com seis chutes a gol, contra apenas um da Alemanha. Desta vez, a Fúria teve o acréscimo de Pedro, prodígio do Barcelona, bem mais participativo do que vinha sendo Fernando Torres. É uma engrenagem de meter medo: Pedro, Xavi, Xabo Alonso, Sergio Ramos, Iniesta (parece que há uns 17 Iniestas em cada centímetro do campo), todos em busca de David Villa, a peça final.

Peça final, susto inicial. Eram cinco minutos de jogo quando Pedro encontrou Villa em condições de marcar. O artilheiro do Mundial recebeu e preparou o bote. Quando percebeu, viu Neuer se agigantando na frente dele. O chute do craque espanhol foi abafado pelo goleirão da Alemanha. A seleção de melhor futebol até as semifinais da Copa recebia o primeiro aviso de que a Espanha pretendia encerrar o período de hibernação futebolística.

Seguiu dando Fúria. Aos 13 minutos, Iniesta (ou um dos 17 que ocupam cada centímetro do campo) cruzou da direita. Puyol subiu bonito, subiu alto, subiu como sobem os zagueiros que marcarão o gol. O cabeceio dele foi um tiro. Mas a bala foi perdida. A bola passou por cima do gol de Neuer, gerando um “uh” coletivo – no Moses Mabhida, na Alemanha, na Espanha, sabe-se lá em quantos lugares do mundo.

A Alemanha, aos poucos, foi controlando o ânimo espanhol. “La Roja” viu suas ameaças ficarem mais raras. O problema para os tricampeões foi a incapacidade de encontrar a mesma criatividade de outros jogos – talvez a ausência de Müller, suspenso, seja a maior culpada. Houve pelo menos três lances em que os germânicos partiram para o contra-ataque com o veneno habitual. Mas se enrolaram nas próprias pernas. A Alemanha ficou resumida a cruzamentos para área, um chute de Trochowski defendido por Casillas e um pênalti reclamado por Özil, que deixou a perna para ser tocado por Sergio Ramos na entrada da área.

As rugas de Puyol na bola: Espanha na final!



O jogo recomeçou do jeito que parou, mas em versão acelerada. A Espanha pisou no segundo tempo ainda mais superior do que no primeiro. Foi uma coleção de chances de gol. Na primeira, Pedro passou por meio time da Alemanha e rolou para Xabi Alonso, que bateu mal. Na segunda, o jogador do Real Madrid teve nova chance, desta vez ao receber passe de Xavi, e voltou a errar. Na terceira, Villa bateu colocado, no cantinho esquerdo de Neuer, com muito perigo. Na quarta, a bola não entrou porque é teimosa mesmo.

Foi aos 12 minutos. A Espanha se aproximou da área alemã em bloco, trocando passes com precisão milimétrica, como se fosse a ação mais natural do mundo. A bola chegou até Pedro, que mandou a patada. Neuer espalmou, mas a jogada teve sequência logo depois, com Iniesta. O meia do Barcelona avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo, já dentro da área, e mandou uma pancada como cruzamento. David Villa tem 1,75m. Se tivesse 1,76m, teria feito o gol. Esticar cada osso do corpo em um carrinho não foi suficiente para o goleador deixar sua marca.

A Alemanha até tentou mostrar que não estava dormindo. Klose recebeu cruzamento e encaixou o corpo para emendar voleio. O chute foi por cima. Mas a Espanha logo reagiu. Sergio Ramos entrou de surpresa na área alemã e quase completou cruzamento de Alonso.

A Alemanha, tão pressionada, resolveu dar um grito de que encrencaria o jogo. Kroos apareceu pela direita e mandou uma pancada em diagonal. Casillas salvou. Parecia que os tricampeões acordariam. E foi aí que mergulharam no sono da eliminação. Aos 27 minutos, Xavi cobrou escanteio e Puyol subiu. Lembra dele? Lembra do zagueiro que, no primeiro tempo, subiu bonito, subiu alto, subiu como sobem os zagueiros que marcarão o gol? Neuer, o goleiro da Alemanha, vai lembrar por todo o sempre. As rugas da testa do jogador de 32 anos estão eternizadas na bola. Golaço.

A Espanha ainda poderia ter chegado ao segundo gol, mas Pedro preferiu enfeitar o lance em vez de fazer o passe a Torres, que acabara de substituir o artilheiro Villa. Mas não fez falta, e o resto é alegria e tristeza. Alegria de uma seleção que alcança um feito inédito. Tristeza de uma seleção que jogou bonito, que encantou o mundo, mas que, desta vez, não estará na final. Espanha ou Holanda, Holanda ou Espanha. O grupo dos campeões mundiais terá um novo integrante no domingo.


HOLANDA X ESPANHA NA FINAL!!!!!!!!!!!!!!!

Mercado Internacional.

Valencia negocia com Trezeguet.
O representante do atacante David Trezeguet, atualmente no Juventus, admitiu nesta quarta-feira que manteve negociações com o Valencia para a contratação do jogador, em uma entrevista ao site "www.calciomercato.it". Segundo o empresário Antonio Caliendo, o Valencia está examinando a situação econômica do após vender David Villa e Nikola Zigic.

- Já tive algum contato com eles - declarou o agente.

No entanto, Caliendo ressaltou que algo está se movimentando também na Itália e que receberam uma oferta oficial da Turquia.

O site "Calciomercato.it" aponta que o Napoli também mostrou interesse pelo atacante, mas indica que as negociações não serão fáceis devido ao elevado salário do jogador.

Parece que o novo técnico do Juventus, Luigi Delneri, não conta com Trezeguet em seu novo projeto para a equipe, mesmo o jogador tendo contrato com o clube até junho de 2011.

Trezeguet já havia protagonizado antes alguns indícios de transferência para o Valencia.

No início da temporada passada, ele anunciou sua intenção de sair do Juventus ao fim da temporada 2009/2010, embora meses depois tenha cogitado encerrar a carreira no clube italiano.
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Aos 38 anos, goleiro Francesco Toldo anuncia aposentadoria. Após 20 anos de carreira, o goleiro Francesco Toldo vai pendurar as luvas. Há nove anos no Inter de Milão, e tendo passagens pela Fiorentina e pela seleção italiana, Toldo anunciou sua despedida dos gramados no site oficial do Inter.

- Vou parar de jogar futebol. É a primeira vez que falo sobre isso oficialmente, por isso estou emocionado - disse.

O goleiro, que deixou de ser titular do Inter após a chegada de Julio Cesar ao time em 2005, deve continuar trabalhando no clube, mais precisamente no projeto Inter Campus.

Toldo começou sua carreira no Milan em 1990. Sem espaço na equipe principal, foi emprestado ao Verona. No ano seguinte defendeu o Trento e em 1992 foi transferido para o Ravenna. Em 1993, chegou à Fiorentina onde permaneceu por oito temporadas. Em 2001, o goleiro passou a defender o Inter de Milão.
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Diego Milito renova com o Inter de Milão por quatro anos.
O Inter de Milão chegou a um acordo com o atacante argentino Diego Milito, autor dos dois gols da vitória da equipe italiana na vitória na final da Liga dos Campeões, contra o Bayern de Munique, para renovação de contrato do atleta até 2014.

Quem confirmou a informação foi o representante do jogador, Fernando Hidalgo, após se reunir com o vice-presidente do clube, Rinaldo Gheffi.

- Está tudo em seu lugar. Amanhã (quinta-feira) vamos redigir o contrato e depois voarei a Buenos Aires para que o Diego assine. Então, na próxima semana, voltarei à Itália para entregar o documento na sede da Federação (Italiana de Futebol) - disse Hidalgo, em declarações à rede de televisão internacional "Sky".

O representante não quis revelar os números da renovação com o Inter, clube em que o atacante de 31 anos chegou no ano passado, depois de boa temporada no Genoa.
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Manchester apresenta proposta de R$ 67 milhões ao Inter por Balotelli.
O Manchester United quer a contratação de Mario Balotelli. O clube inglês já colocou uma proposta de € 30 milhões (R$ 67 milhões) na mesa da diretoria do Internazionale para ter o jovem atacante italliano.

Mino Raiola, agente de Balotelli, viajará nos próximos dias para a Inglaterra, onde analisará a oferta pelo jogador.

- O projeto do United é muito bom, mas também existem outras ofertas - afirmou Raiola.

Sobre a possibilidade de Balotelli deixar os Inter e jogar em Old Trafford, Raiola emendou.

- Todo jogador tem um preço. Se existe vontade do atleta em sair, será difícil prendê-lo - disse.
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Arsenal anuncia a contratação do zagueiro Koscielny, ex-Lorient.
O Arsenal anunciou nesta quarta-feira, em seu site oficial, a contratação do zagueiro Laurent Koscielny, que atuava no Lorient, da primeira divisão da França. O jogador, de 24 anos, teria custado ao clube londrino £ 10 milhões (cerca de R$ 27 milhões), de acordo com a imprensa inglesa.

- Koscielny é um zagueiro de grande habilidade, que foi muito bem em sua última temporada. Ele é muito forte e evoluiu muito rapidamente. Ele também mostrou ter grande força mental, é um lutador e um bom competidor. É um bom reforço para nosso time - disse o técnico Arsène Wenger.

Koscielny jogou apenas um ano pelo Lorient, disputando 40 partidas. Na temporada 2008-2009, pelo Guingamp foi eleito o melhor jogador da segunda divisão francesa.

- Estou muito animado para jogar pelo Arsenal. É um dos maiores times da Europa, com grandes jogadores. Arsène Wenger é um dos melhores técnicos do mundo e mal posso esperar para trabalhar com ele - afirmou o jogador.

2014.....


Querendo uma seleção renovada ai está.

GOLEIROS:

DIEGO ALVES:


RENAN:


RAFAEL:


ZAGUEIROS:

THIAGO SILVA:


BRENO:


RAFAEL TOLÓI:*


MIRANDA:


LATERAIS-DIREITOS:

RAFAEL:


RAFINHA:


LATERAIS-ESQUERDOS:

MARCELO:


FABIO:


VOLANTES:

HERNANES:


LUCAS:


RAMIRES:


MEIAS:

KAKÁ:


PAULO HENRIQUE GANSO:


PHILLIPE COUTINHO:


DIEGO:


ATACANTES:

NEYMAR:


ROBINHO:


ALEXANDRE PATO:


ALAN KARDEC:


NILMAR:


TÉCNICO:

FELIPÃO:


*CONTRATADO PELO MILAN
** FONTE: WIKIPEDIA
*** PARA VER MELHOR CLIQUE NAS IMAGENS

Final Antecipada!


As diferenças não separam a Alemanha da Espanha. As semelhanças tampouco as unem totalmente. Tão opostas e, ao mesmo tempo, quase irmãs gêmeas: combinação de histórias singulares, de trajetórias distintas, de estilo próprio, tudo direcionado ao sonho que envolve duas potências do futebol mundial. O planeta que trate de parar por duas horas nesta quarta-feira, porque os tricampeões mundiais duelam com a Fúria às 15h30m (de Brasília), no estádio Moses Mabhida, em Durban. Vale vaga na final da Copa do Mundo de 2010 para enfrentar a Holanda, que derrotou o Uruguai por 3 a 2 na primeira semifinal.



Não era de se duvidar que uma seleção encantasse com dribles, com triangulações, com velocidade. Cabia à Espanha o papel de artista do Mundial. Mas foi a Alemanha quem encenou o estereótipo do jogo bonito. E ninguém questionaria que uma seleção venceria sempre no limite da necessidade, jogando o suficiente para seguir em frente, para manter viva a esperança. Era para ser a Alemanha, sempre pragmática, hoje encantadora. Acabou sendo a Espanha, antes encantadora, hoje pragmática.

Tão parecidas: meio-campo habilidoso, com Xavi e Iniesta de um lado, com Özil e Schweinsteiger de outro, cada qual com seu artilheiro, o fulminante Villa contra o oportunista Klose. Tão diferentes: Alemanha tricampeã mundial, Espanha eterna (será?) decepção. Algo parece unir essas duas seleções. Em 2008, final da Eurocopa, com título para a Espanha; em 2010, semifinal da Copa do Mundo, com todo um destino a ser escrito.

Antes mesmo de começar, é um jogo para a história. O GLOBOESPORTE.COM, a TV Globo e o SporTV transmitem ao vivo.

Uma nova Alemanha

Para essa partida lendária, Alemanha entra com a confiança nas alturas. Afinal, o time despachou nada mais, nada menos do que Inglaterra e Argentina nas fases anteriores. E com direito a chocolate: 4 a 1 e 4 a 0, respectivamente.

O técnico Joachim Löw, entretanto, assegura que seus comandados estão com os pés no chão e focados para o duelo contra a Fúria. Ainda segundo o treinador, o seu time evoluiu em relação ao de de dois anos atrás, que caiu diante do adversário.

- Tínhamos muita energia, mas não conseguíamos dominar uma partida e também não tínhamos qualidade e todas posições como temos hoje. E acho que o jeito que jogamos até agora e os resultados na Copa mostram que melhoramos claramente e que estamos vários passos à frente de 2008 – assegurou o técnico, que chamou nove jogadores abaixo dos 23 anos de idade (a média do time é de 24,8 anos).

E Thomas Müller, um desses jovens e revelação da Copa (anotou quatro gols e deu três assistências), é o único e grande desfalque. Suspenso, o meia-atacante deve dar lugar ao teuto-brasileiro Cacau, que está recuperado de uma lesão no abdômen. Trochowski e Kroos correm por fora.

No ataque, Miroslav Klose está confirmado e é a grande esperança de gols dos germânicos. Se balançar as redes ao menos uma vez, o atleta do Bayern igualará o recorde de Ronaldo (15 gols) e se tornar o maior artilheiro da história das Copas.

Agora ou nunca para a Fúria

A Espanha pode chegar pela primeira vez a uma final de Copa do Mundo. É uma história pobre para um país enlouquecido por futebol, com uma das ligas mais fortes do mundo, recheado de craques – sejam eles espanhóis ou estrangeiros. O sentimento é duplo para a Fúria: de um lado, o peso da responsabilidade de apagar o passado; de outro, a empolgação diante da chance de fazer história.

- Estamos muito eufóricos pela oportunidade que temos. Precisamos aproveitar – disse o meia Xabi Alonso.

O raciocínio espanhol é na base do “agora ou nunca”. Os próprios atletas da Fúria entendem que a chance de título pode não ser tão clara no futuro. Eles não querem perder o trem da história.

- É um belo momento do nosso futebol, um feito que não é casual. São diversos fatores para que o futebol espanhol esteja nesta fase. Estamos muito felizes. Temos recursos para enfrentar de cara qualquer rival, incluindo a Alemanha – disse o técnico Vicente del Bosque.

A Espanha deve mudar para o duelo desta quarta-feira. A tendência é de que Fernando Torres deixe a equipe justamente contra a Alemanha, adversária na qual ele fez o gol do título da Eurocopa de 2008. “El Niño” não completou uma partida sequer na Copa do Mundo. Também não fez gols. Agora, deve dar lugar ao meia David Silva.

Assim, o time passará ao esquema 4-5-1, com o goleador David Villa migrando da esquerda para uma função mais centralizada. Foi assim que a Espanha jogou contra a Suíça, na primeira rodada do Mundial. E perdeu por 1 a 0.